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O ACERVO
O Museu de Arte Sacra de São Paulo está voltado à preservação, à pesquisa, e à exposição de objetos relacionados à arte sacra. A formação do acervo do Museu de Arte Sacra de São Paulo teve início com Dom Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo. A partir de 1907, começou a recolher imagens sacras de igrejas e pequenas capelas de fazendas que sistematicamente eram demolidas após a proclamação da República e deu início ao Museu do Cabido Metropolitano de São Paulo. No final da década de 1960, um convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e a Mitra Arquidiocesana possibilitou a criação do Museu de Arte Sacra de São Paulo. A partir de então, iniciou-se uma política de aquisições, que resultou na ampliação significativa da coleção inicial. Abrangendo o período que vai desde o século XVI até o XX, o acervo atual é composto por retábulos, altares, oratórios, imagens sacras, livros raros, prataria, ourivesaria, mobiliário, telas, objetos e vestimentas litúrgicas. Também inclui uma coleção de presépios com mais de 130 conjuntos produzidos com as mais diversas técnicas e oriundos de diferentes países e regiões do Brasil. O museu possui ainda uma importante coleção de numismática composta por moedas e medalhas pontifícias.
Anjo - Séc XVIII - Mestre Valentim O acervo contempla peças de artistas reconhecidos, escultores, entre os quais podemos citar os beneditinos Frei Agostinho da Piedade (1580 - 1661), escultor ceramista português e seu discípulo brasileiro, Frei Agostinho de Jesus (1600 ou 1610 - 1661); Manuel da Costa Athayde (1762 - 1830), Mestre Valentim (ca.1745 - 1813), expressões significativas da arte religiosa que abrange o período compreendido entre os séculos XVI ao XIX, ao lado de Antônio Francisco de Lisboa - O "Aleijadinho" (1730 - 1814), nascido e falecido em Vila Rica/MG, considerado o maior expoente da arte barroca brasileira. Dentre as telas que retratam a temática religiosa, o Museu possui obras de autoria de Anibale Carracci (1560 - 1609), e de brasileiros como Padre Jesuíno do Monte Carmelo (1764 - 1819), Benedito Calixto (1853 - 1927) e Anita Mafaltti (1889 - 1964).
Naufrágio do Sírio, 1907 - Benedito Calixto Por fim, além das obras dos artistas eruditos pertencentes às instituições religiosas ou ao seu serviço, integra o acervo uma vasta produção de artistas anônimos cujas peças, na sua simplicidade e originalidade, revelam a interpretação popular dos modelos clássicos, manifestando traços específicos da cultura local de seus autores. Para obter maiores informações a respeito de nosso acervo, entre em contato através do email acervo@museuartesacra.org.br |
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