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O Ano Litúrgico, segunda exposição "A descida da Cruz"
Exposição suspensa por tempo indeterminado. Em 14/04/2011, a Companhia do Metropolitano de São Paulo comunicou à direção do Museu de Arte Sacra de São Paulo que a partir de 15/04/2011 não haveria mais a prestação de serviço de vigilância e segurança na exposição temporária na estação Tiradentes do Metrô. Por esse motivo e visando garantir a integridade das peças tombadas ali expostas, o Museu de Arte Sacra de São Paulo comunica aos visitantes que se vê na obrigação de recolher as peças e suspender o programa de exposições previstas até se encontre uma solução para o problema. O Museu de Arte Sacra de São Paulo se compromete a receber todas as filipetas promocionais já distribuídas e de antemão, pede desculpa por quaisquer transtornos. O Ano Litúrgico Durante o ano de 2011, as seis exposições que o Museu de Arte Sacra de São Paulo oferecerá ao público do Metrô terão um tema em comum, o "Ano Litúrgico". O ano civil começa em 1º de janeiro, ao passo que a liturgia católica segue outro calendário. Este tem como base as fases da lua, compondo-se de dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa. São como dois pólos em torno dos quais gira todo o ano litúrgico. Cada parte se refere a uma celebração específica e a um mistério da salvação: advento, natal, páscoa e tempo comum. Para cada tempo usa-se uma cor litúrgica: no advento, o roxo violáceo que significa esperança; no Natal, o dourado ou branco, que significam festa; e na quaresma, o roxo que significa penitência. No tempo comum é utilizada a cor verde, que significa esperança e certeza do reino dos céus. Cada ano litúrgico começa e termina quatro semanas antes do Natal, obedecendo a ciclos. Cada um destes ciclos se refere a um dos seguintes evangelistas: ano A para Mateus; ano B para Marcos; ano C para Lucas. O Ano de 2011 é o ano A, e cada exposição terá a informação do tempo em que estará inserida e a cor correspondente.
A descida da Cruz A imagem chamada Pietà (Piedade em italiano) representa a Virgem Maria recebendo nos braços o corpo morto de seu filho Jesus, após a crucificação. A representação em toda a sua crueza do corpo morto de Cristo, as suas feridas e a expressão de dor de sua Mãe, têm como finalidade comover o fiel e permitir que ele se sinta presente no momento do abraço sofrido entre Maria e Jesus. As primeiras imagens Pietà surgiram em fins do século XIII na Alemanha, onde são chamadas Vesperbild. De sua origem em terras germânicas, o tema expandiu-se para outras regiões da Europa ao longo da Idade Média, com representações tanto na escultura como na pintura. A Pietà é uma imagem de devoção como o Crucifixo, e por isso é representada isolada de outros personagens da Paixão de Cristo, como o apóstolo João, Maria Madalena e José de Arimatéia. No Brasil, a Pietà é chamada de Nossa Senhora da Piedade e é uma designação alternativa para o culto de Nossa Senhora das Dores ou Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário, ou ainda Nossa Senhora do Pranto. Nossa Senhora da Piedade A representação de Nossa Senhora da Piedade popularizou-se a partir do século XVI pela Europa. Foi sob a influência do Renascimento, mais voltado para a beleza formal e as proporções lógicas, que o Cristo apareceu estendido aos pés da Virgem após o suplício do Calvário, com apenas a cabeça apoiada em seus joelhos. O culto a Nossa Senhora da Piedade provavelmente chegou a Minas Gerais através dos bandeirantes, pois ela era padroeira de Guaratinguetá, passagem obrigatória para os que faziam a viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo nos tempos coloniais, saindo dos portos da região, pelo qual chegavam muitos aventureiros que subiam a Serra da Mantiqueira à procura de ouro nos Campos dos Cataguás. Nossa Senhora da Piedade já era considerada protetora de todos os mineiros, quando em 1958 assim foi proclamada por bula do Papa João XXIII. Sua consagração oficial como padroeira do Estado de Minas Gerais deu-se a 31 de Junho de 1960. Iconograficamente Nossa Senhora da Piedade aparece sentada, algumas vezes em frente à cruz, com Jesus Cristo morto em seu colo. Segura com a mão direita o corpo inerte de seu Filho. Ela não usa coroa, aparecendo apenas uma auréola em torno de sua cabeça e seu olhar demonstra simultaneamente angústia e tristeza. O Ano Litúrgico, primeira exposição "Jesus, Luz dos Povos" Exposição encerrada O "Ano Litúrgico" é o tema das seis exposições que o Museu de Arte Sacra de São Paulo oferecerá ao público do Metrô durante o ano de 2011. Jesus, Luz dos Povos O período entre o fim do ciclo do Natal, com a festa do batismo de Jesus Cristo e o início da Quaresma, na Quarta-feira de Cinzas, chama-se Tempo Comum e a cor utilizada é a verde, a cor da esperança. No dia 02 de fevereiro é celebrada a apresentação de Jesus menino no Templo, que na devoção popular é realizada pela Virgem Maria. Nesse dia, a liturgia católica ressalta o "Cântico de Simeão", que exalta "Jesus como Luz dos Povos". A iconografia representa a
Virgem com Jesus em um braço e na sua mão direita uma
vela, daí vem o nome de Nossa Senhora da Luz ou da
Candelária, uma alusão a luz de Cristo. Na celebração, a missa começa com a benção das velas, seguida de uma procissão que é simultaneamente uma recordação do Natal e uma preparação para a Páscoa. O bairro da Luz, onde se localiza o Museu de Arte Sacra, tem este nome devido a uma antiga imagem de Nossa Senhora da Luz, que chegou à região em 1603. Durante a primeira parte da Vigília Pascal, chamada "lucenario", se faz menção à fonte de luz, o fogo, que na liturgia católica, além de iluminar queima e purifica. Como o sol por seus raios, o fogo simboliza a ação fecundante, purificadora e iluminadora. Por isso, na liturgia, os simbolismos da luz-chama e iluminar-arder se encontram quase sempre juntos e se utiliza castiçais, lamparinas e a presença do Santíssimo é representada por meio de um lampadário. |
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